Cores, música, dança e muita energia também tomaram conta da Rua das Flores, na Gleba E, nesta segunda-feira (7), durante o desfile cívico de Camaçari em celebração aos 204 anos da Independência do Brasil. Além dos estudantes, a programação reuniu bandas marciais, fanfarras, grupos culturais e manifestações da cultura popular, que ajudaram a transformar a avenida em um grande encontro de ritmos, histórias e tradições.
Realizado pela Prefeitura de Camaçari, o desfile contou com a participação de grupos que levaram para a avenida diferentes expressões artísticas e culturais, com apresentações marcadas por coreografias, instrumentos de sopro, percussão e muita interação com o público.
Para a titular da Secretaria de Cultura (Secult), Elci Freitas, quando um povo conhece a sua história, ele não caminha para o futuro de qualquer maneira; ele caminha sabendo quem é. “É por isso que estar aqui, na Gleba E, um território histórico de Camaçari, tem um significado tão especial. Nós estamos celebrando a Independência do Brasil, mas também celebrando a nossa própria identidade, a força de homens e mulheres que construíram esta cidade, que fizeram história e que continuam fazendo Camaçari acontecer todos os dias. Quando a cultura desfila, não é apenas a arte que passa. É a nossa memória, nossa ancestralidade e nossa identidade. Cada grupo representa uma tradição, uma luta, um sonho. E quando eles ocupam as ruas, dizem para toda a cidade: a nossa cultura existe, resiste e merece ser valorizada”, destacou.
O tradicional som das bandas marciais e fanfarras foi um dos destaques do evento. Com seus instrumentos, uniformes, formações e coreografias, as corporações mantiveram vivo o ritmo do desfile e fizeram a plateia acompanhar cada apresentação com atenção e entusiasmo.
Este é o segundo desfile que Samara de Jesus participa, integrando a Banda Marcial do Centro de Educação Municipal de Camaçari (Bamcemc). “A sensação de me apresentar aqui é muito legal. É uma experiência que gosto bastante, além de trazer esse significado do 7 de Setembro, que é uma data importante para todos nós. Este ano estava muito mais animada e mais confiante. A música é uma paixão”, ressaltou a garota de 16 anos, que toca o instrumento bumbo.
Também participaram do desfile a Banda Municipal de Camaçari (Bamuca), as bandas marciais Joana Angélica (Bamaja) e Anísio Teixeira (Bamate), as fanfarras Estudantil de Camaçari (Fanesc) e Popular de Abrantes (Fampa), além da Percussão Sistema Master e da Charanga Big Band.
O desfile também abriu espaço para manifestações da cultura popular, mantidas vivas por grupos que celebram os territórios, suas raízes, histórias e saberes. Na avenida, essas expressões ajudaram a contar um pouco da identidade cultural de Camaçari por meio de elementos que atravessam gerações.
Entre os grupos participantes esteve o Capoeira Ligeira, que tem à frente o Mestre Ligeirinho. “Tenho 29 anos na capoeira. Atualmente somos cerca de 80 integrantes no grupo e sempre fazemos parte dos desfiles cívicos. É uma satisfação enorme podermos mostrar um pouco do trabalho que desenvolvemos nos bairros e periferias, e ter a cultura da cidade representada”, pontuou.
Ainda participaram da programação os grupos Sementes do Mestre Coelho (SEMC), Raízes Dessa Terra, Burrinha Preciosa e o Movimento Percussivo Beira de Rua.
Com olhares atentos e muitos aplausos, para quem acompanhou o desfile, a experiência foi marcada pela emoção de ver a cultura do município ocupando as ruas.
Morador do Bairro dos 46, a gestora social Valdeci Celestino, 58 anos, estava animada na arquibancada, assistindo ao espetáculo que tomou a via. “Venho todos os anos. É uma tradição da nossa cidade e é importante estarmos presentes nos eventos do município, principalmente para ver uma festa tão linda! Aqui faço amizades e assisto a essas apresentações maravilhosas”, disse.
Já a autônoma e estudante universitária Ana Lúcia Filha, 28 anos, veio, especialmente, para assistir a sobrinha desfilar. “É muito bonito ver as crianças, que trazem temas trabalhados ao longo do ano nas escolas, a interação social, o brilho, sem contar os grupos e fanfarras. Camaçari é um polo de cultura e é primordial investir e incentivar esse segmento”, frisou a moradora da Gleba A.
Residente do Parque Verde I, a confeiteira Luci Cleide Matos, 40 anos, compareceu, este ano, principalmente para prestigiar a filha desfilar. “A ver participar, resgata em mim o sentimento que tinha de desfilar na infância. Adoro ver os meninos e meninas aqui, demonstrando o patriotismo ao celebrar o 7 de Setembro. Este é um evento que movimenta a cidade como um todo, agita o comércio, celebra a cultura do município”.
A programação do desfile cívico de 7 de Setembro continua na tarde desta segunda-feira (7), a partir das 15h, no bairro de Parafuso. Por lá, a cultura e a música também estarão presentes com a participação dos grupos Aquilombar Capoeira, Filhos de Maré, Camugerê, Samba de Caboclo de Parafuso, Raízes Ancestrais, Dança Ancestral Contemporânea e Charanga Ritmada.
A programação ainda contará com a Fanesc, as fanfarras Estudantil de Parafuso (Fanesp) e Popular de Parafuso (Fampop), além da Charanga Big Band, levando para as ruas de Parafuso mais uma tarde de música, cultura, tradição e celebração.
Fotos: Juliano Sarraf e Patrick Abreu






